Aqui jaz uma traça

Andava pela vida descalça
A pequenina sonhadora traça
A procura de um papel suculento
Um pedacinho de alimento
Uma mala, quem sabe até sem alça.

Um belo dia, a nossa traça,
Inocente, feliz, tonta, distraida
Resolveu, bobinha, da vidraça
Fazer seu caminho, sua ida.

Mal sabia a pequenina
Que de pura pirraça em andar na vidraça
Seria vista facilmente pela menina
E da morte beberia da taça.

Embrulhei-a com carinho
Em um pedaço do mais fino linho
Triste não ter sequer um vinho
Para brindar entre o espinho
A dor da vida da Traça

Feito após um infeliz, mas necessário assassinato da Traça. Com Julio César Lourenço em 23 de maio de 2012.

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2 comentários em “Aqui jaz uma traça

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