enXADREZ

Nesse meu todo tabuleiro,

Reis e rainhas valem menos que o peão.

Bispos falam alto e torres há por toda parte;

Cavalos que me levem longe

São derrubados tão logo começa a viagem.

Pedras pretas insistem em escurecer

Cada mínimo vislumbre de vitória de minha falha estratégia.

Cheques pra cair, cheque-mate!

(Me dê um chá mate calmante)

E as peças chave e jogadas certeiras

De tão recorrentes parecem ensaiadas.

Mas me concentro, fecho os olhos,

Tento esquecer as pedras caídas

Concentro-me na próxima jogada,

No próximo passo, no que o futuro me guarda

E o que nele me aguarda.

Mas me canso, viro quadrada em volta

Entre retas e diagonais (e as torres, sempre elas!)

E para tão logo não perder,

Bagunço como criança o travado tabuleiro,

Guardo na caixa as pedras brancas

Pra voltar a brincar mais tarde,

Quando consiga pensar novamente…

Das antigas bem antigas.

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