BARULHO

Os sons, os sons, os sons…

Têm-me nas mãos,

Mãos etéreas, mãos aéreas mães.

Convencem-me, dissuadem certezas.

Nada mais é harmônico

Nada mais é sinfônico

Basta um mero barulho

O mais leve borbulho

E já não leio a mesma linha

E não defendo, ferrenha, idéia.

Aí não sou mais em mim,

Em tintas, canetas e letras

Sou fonemas, vivo em tilintares

E talheres que me cortam ao meio

A concentração e o silêncio

Sou, já, partida, ouvido e atenção

Não, porém no que devia.

Foi no som, o som que passou!

Foi ele que me furtou!


_O que? Anh? Desculpe, falou?


Já não no som sou…

Das antigas.

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