Mãos

Eu não quero mãos delicadas.

Mãos delicadas não contam histórias

Mãos delicadas são limitadas

Mãos delicadas são emolduradas

São incompletas, enfeitadas, perfeitas.



Quero mãos cheias de calos

De calos de ferros, cordas, baldes e cabos.

Quero mão cheias de cicatrizes

De cicatrizes de facas, unhas, dentes e garfos.



Quero mãos que me contem a história

De uma vida bem e mal vivida

De uma vida cheia,

De uma vida toda minha.

Unicamp, aula, 17/03/2010, 22h10. “Olhei pras mãos da Rafa e fiz.”

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