Thinking bout life and human beings…

 Eu sinceramente achei que não podia assaltar-me algo tão grandioso que reverberasse no meu cérebro. Achava que apesar da pouca idade, já tinha passado por tantas coisas e ouvido tantas outras que muito pouco me surpreenderia. Arrogancia, prepotência? Também. Se já vi nenéns em sacos de lixo, crianças esquartejadas, roubo provado impune, o que mais poderia ser tão grande que me surpreendesse? Quis ficar longe de possível desagrados tão extremos.

Deixei de ver hrário político. Deixei de ver telejornaais sensacionalistas e de visitar páginas de notícias da web durante o trabalho. Pedi aos amigos e à família que não me contassem as atrocidades do mundo. Que me dessem apenas notícias boas. Estava cansada de sentir-me mal e frágil e doente e triste toda vez que ouvia algo. E estava ainda mais farta de sentir as pessoas cada vez mais habituadas a tudo isso, a todo esse lixo, como se fosse, além de natural, óbvio e simples.

Eis que num fim de semana frio, tranquilo, por escolha própria me afundei em pensamentos sobre a vida, sobre o homem, sobre o mundo. Foi um filme, desencadeou tudo. VALENTE, o nome do filme. A moça tornou-se assassina depois que a espancaram e mataram seu noivo. Algo acordou dentro dela e a companhia que assistia o filme comigo cogitou sobre o que o homem esconde e nem sabe e o que pode trazer isso pra fora. Repliquei com o que já tenho por verdade sobre o fato de sermos humanos: a racionalidade e o status humano provêm do controle que temos sobre os instintos. Perde-se esse controle, animaliza-se o antes homem/mulher.

Mas arrogante, de novo, me perco em minhas filosofias baratas e esqueço de considerar situações. Deixou a moça de ser humana porque matou justificadamente? Porque estava, como eu, farta da violência, do terror? Deixam de ser humanos aqueles que matam? Não é o que dizem as diretrizes dos Direitos Humanos. (Bahhh para eles, que direitos humanos só existem para os presos. Já repararam?)

Que direito tinha a moça de matar alguém? Talvez o mesmoo direito que tinham as pessoas que a faziam passar medo. Niguém tem esses direitos. Ninguém pode fazer essas coisas. Mas talvez a humanidade do indivíduo como peça social não resida em controlar seus instintos. Resida em fazer regras e burla-las. Em sentir-se poderoso, mais poderoso que alguém, Acima de um seu semelhante.

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Sei que nada disso é verdade. Sei que há pessoas boas. Perdoem-me os escritos assim tumultuados, os pensamentos incompletos e entrecortados. Não consigo desenvolver muito mais. Isso tudo é fruto apenas de uma tristeza. E da surpresa em descobrir que sim, o mundo ainda me surpreende. E surpreende justamente nas coisas e nas pessoas que eu já tinha por certos e desvendados.

Acima de tudo, acima da dor e dessa toda coisa que eu vejo e abomino, preciso começar aqui. E deixar de ser arrogante. ´

Será que assim consigo deixar de ser humana? Porque ando com vergonha da espécie…

 

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5 comentários em “Thinking bout life and human beings…

  1. Ka,

    Tlvz quem venha a ler seu comentário, acabe por não entender mto bem do que vc está falando…
    Mas uma coisa é verdade, em todo esse tumulto interior e por mais q vejamos razão/justificativa na justiça pelas próprias mãos e na vingança, devido à ineficácia do estado em cumprir as leis, ou na descoberta que temos outro “nós” dentro de nós que não conhecemos:

    A vida vale sempre a pena! ela nos é dada por Deus, e só Ele tem o direito de dispor dela, como Lhe aprouver! Mas continuaremos humanos se continuarmos com Ele… se acreditarmos nisso, a justiça será feita por Ele, ninguém vai escapar … é só uma questão de tempo…

    De qqr maneira, é sempre bom reavivar nossa indignação e irmos em frente lutando por um mundo melhor… agora msm do seu lado, pode ter alguém precisando da sua humanidade, entenda-se: AMOR…
    Bjs, Mom

  2. É incrível como as nossas filosofias baratas fazem com que a gente se sinta diferente.
    Fazem com que busquemos respostas e certezas que às vezes parecem tão óbvias ao mesmo tempo tão distantes…
    mas são estas mesmas filosofias baratas que nos fazem a refletir sobre nós mesmos, sobre quem somos, o que representamos e o que queremos representar e, fazem a gente se descobrir de uma maneira que nós nunca pensamos que seria.

    É fato e é inexplicável, mas é assim que sentimos diante da vida muitas vezes.

    Adorei o texto.

    Te amo amada

    Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeijos

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