Jaci de São Careca

Grande, redonda e que brilha

Prateada e que encanta

A velha do sol namorada

Na noite escura

É branca como a cara…

 

A cara do palhaço assaltante

 

Ela assalta suave,

Assalta a janela.

Assalta com luz,

Assalta o escuro

E não vela o sono, perturba.

 

E ri dos bobos que na terra estão

Debocha e balança

E gira e gira e gira

E olha e pisca

 

E o coelho cinzento

Gargalha em conjunto

Dos tontos que amam

E, pobres!, torcem pescoços.

 

O coelho sai da cartola

Que quando é tirada

Mostra a todos a careca lustrada:

 

É São Jorge,

Tímido careca inveterado, admite:

Jamais houve dragão…

O que houve foi um coelho

Que pertencia à Vinícius,

Um amigo beberrão.

 

E era feita, desfeita,

Em verso torto e rima pobre,

A antiga falsa ilusão

Porque o santo de Vinícius

Era São Sebastião!

 

Por Ciotto e Contieri

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2 comentários em “Jaci de São Careca

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