E lá no fundo azul da noite da noite na floresta, a lua iluminou…

O chamado da lua cheia noturna,

Escondida sob as nuvens,

Faz encontrarem-se caneta e mão, papel e tinta.

O rabiscar febril, o ruido suave preenche os silêncios sem som.

As palavras perdidas, tão cheias de significado algum

Nada falam, nem sequer balbuciam. Pesam, apenas…

 

Serão, mais tarde, o oposto do que são agora.

Se são febre, dor, alegria, furor, frio e encanto,

Serão então indiferença.

Serão rabiscos mornos, serão sem cor.

 

No tempo desgastam-se as coisas,

Perde-se nos moinhos a dor, esvai-se pelas veredas o amor.

Desespero fica só uma coisa que já não se espera,

A lua nada é além de esfera…

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