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Arquivo da categoria ‘Uncategorized’

Engraçado parecer ser fácil
Esse treco de fazer poesia
Problema é quando somem as idéias
E o tal poema não vira…
Ouço falar da sua metalinguagem
Aprendendo a estudar essa coisa toda
E morro de sono nessa vã análise inútil
Porque metalinguística só é legal na poesia.
ORA, meta sua linguagem na lata de lixo.

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CORRER IA

O jeito forçado de abrir passagem
E a pressa impressa nos passos
Não apressavam ou retardavam
A medida do seu passado

Abrir passagem, pote ou porta
Correndo em terra, rua, estrada
Apressava e (não) gostava
Daquela pressa forçada
E tentava, suava, lutava
Naquele só minuto em que parava…
COMO ASSIM?!
NADA!
Mas NADA funcionava!
(Nem nela, coitada!)
Queria, não podia.
Parava, pensava,
Tentava, tentava.
Não sabia o que fazia,
Enquanto tudo realizava.
Mas fazia. [...]

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Ritual Noturno

Acendeu a luz.
Postou-se diante do espelho, mirou a própria imagem como sempre fazia, ao se olhar por inteiro, sem pressa, sem tentar acertar algum fio de cabelo rebelde. Não sentia que tinha a idade que aparentava. Pensava-se ainda criança, não tinha ainda se acostumado com aquele rosto, aquele par de olhos que encaravam de volta. [...]

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Segredinho…!

Ei, psiu!
Eeei! Vem cá, vem.
Shhhh, mas:
http://vemcasobrinho.blogspot.com/2009/12/segredinho.html
; )

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Lei

E tudo quanto é passageiro
Fica um sempre um pouco mais
Só pra enfatizar a brevidade da passagem
E a dor de vê-lo passando…
Oito de dezembro de 2009, 00h56

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Ela

Ela tem mão geladas
E é dona de uma atenção flutuante.
Ela imprime o que quiser no olhar
E (se) atrai facilmente (por) tudo o que não pode.
Ela prefere sensações a sentimentos
E adora brincar de colecionar bibelôs.

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Palavras mudas

“O doce silencio
das palavras tuas.
Palavras contidas,
em nossas bocas nuas.
É doce vigoroso,
Seu silencio, gracioso.’
Por Lattaro às 11h59 de um domingo a noite, domingo de sete de dezembro de dois mil e nove.

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Documento Oficial

Declaro para os devidos fins
Que este coração,
Residente em meu peito,
Nascido a quatro de julho de mil novecentos e oitenta e nove,
Bate frenética e loucamente
Por ti e somente ti.
Sem mais, subscrevo-me.

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Flor Agosto

Eram três flores
Todas muito diferentes.
Em cada uma um perfume,
Cada uma com suas cores.
Cores todas do Arco-íris
Refletidas nas íris das flores.

Todas plantadas na mesma página
Todas donas das pétalas líricas
Mais sinceras já escritas.

Copos todos na mesma mesa
Um café, um cerveja,
O outro, licor de cereja.
Todos copos que tempo têm
Copos cheios – ora vai, ora vem.
Todas queridas, as quero [...]

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Equilibrista

Eu sei que sinto por você
Algo que não sei o que.
Situa-se entre dois extremos
Equilibra-se do desprezo ao bem querer
Na fina linha tênue do que não se pode dizer…

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