Ah, as palavras, as palavras, dear words. Comunicação de nossas vidas, elas dizem tudo o que queremos, queridas, adestradas, perfeitas, flawless.
Mas que grande mentira. Mas que grande mentira! Se nos bastassem as palavras, nunca alguém haveria dito nesse mundo: quero que você fale isso olhando nos meus olhos! Nós, seres humanos inteligentes e comunicativos que somos ainda não conseguimos dar um passo atrás para observar de longe nossas relações. É óbvio, tão óbvio que sempre acreditamos muito mais no silencio do que nas palavras ditas. O silencio que quer dizer a despedida, o nunca mais, a ruptura, e não as palavras ácidas que pretendem machucar, mas ter por perto. O silencio que quer dizer esse é o lugar perfeito, é você a pessoa e não as palavras que querem esconder ou mascarar um desconforto, uma mentira.
Se procurássemos perceber, se nos observássemos, chegaríamos a conclusão de que com as pessoas que mais gostamos, que mais nos deixam a vontade, são aquelas com as quais conseguimos ficar em silencio sem constrangimento. Porque o silencio é verdadeiro. Porque é no silencio que tudo é verdadeiramente dito. O olhar que se comunica. Os corações, apertados e tristes ou saltitantes e felizes se comunicam no silencio e sempre sabemos, depois do silencio o que aconteceu naquele momento. Mesmo que as palavras manchem a certeza e nossa vontade queira acreditar nas palavras. A certeza é filha do silencio. Ele a imprime em nosso cérebro. Pena que seja tão difícil entender o silencio alheio.
Acho que a essa habilidade chamam “sensibilidade”. Deveria ser chamada “silencibilidade”.
***Eu estou em silencio e em silencio permaneço. A primeira palavra será jamais minha. Eu compreendi sua mudez.***
Written on 09, Jun, 2009, tarde da noite.

Sem palavras…
“A certeza é filha do silêncio.” Caraleo. Arrasou.
Parabéns. Pelo dom e pelo niver. rs
A irmã da capa vermelha pra irmã de capa de madeira.