You and me
Thinking of
Wishing that
Hoping for
Longing to
Wondering when
Looking forward to
Fearing that
Talking about
Fearing that
Thinking about
Fearing that
Giving up on
Crying for
Dreaming of
Forgetting about
Changing the title.
You and me
Thinking of
Wishing that
Hoping for
Longing to
Wondering when
Looking forward to
Fearing that
Talking about
Fearing that
Thinking about
Fearing that
Giving up on
Crying for
Dreaming of
Forgetting about
Changing the title.
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Quando nada tenho, reclamo.
Reclamo pois nada tenho,
Reclamo meu tédio,
Reclamo um remédio
Reclamo se sóbrio
Reclamo quando ébrio
E se de posse de algo me vejo,
Vêm-me os reclamos em cortejo
E vêm como de metralhas em alvejo
Picam-me a língua como fariam percevejos
Até que os libere pela voz ou gorgulejos…
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Ah, as palavras, as palavras, dear words. Comunicação de nossas vidas, elas dizem tudo o que queremos, queridas, adestradas, perfeitas, flawless.
Mas que grande mentira. Mas que grande mentira! Se nos bastassem as palavras, nunca alguém haveria dito nesse mundo: quero que você fale isso olhando nos meus olhos! Nós, seres humanos inteligentes e comunicativos que somos ainda não conseguimos dar um passo atrás para observar de longe nossas relações. É óbvio, tão óbvio que sempre acreditamos muito mais no silencio do que nas palavras ditas. O silencio que quer dizer a despedida, o nunca mais, a ruptura, e não as palavras ácidas que pretendem machucar, mas ter por perto. O silencio que quer dizer esse é o lugar perfeito, é você a pessoa e não as palavras que querem esconder ou mascarar um desconforto, uma mentira.
Se procurássemos perceber, se nos observássemos, chegaríamos a conclusão de que com as pessoas que mais gostamos, que mais nos deixam a vontade, são aquelas com as quais conseguimos ficar em silencio sem constrangimento. Porque o silencio é verdadeiro. Porque é no silencio que tudo é verdadeiramente dito. O olhar que se comunica. Os corações, apertados e tristes ou saltitantes e felizes se comunicam no silencio e sempre sabemos, depois do silencio o que aconteceu naquele momento. Mesmo que as palavras manchem a certeza e nossa vontade queira acreditar nas palavras. A certeza é filha do silencio. Ele a imprime em nosso cérebro. Pena que seja tão difícil entender o silencio alheio.
Acho que a essa habilidade chamam “sensibilidade”. Deveria ser chamada “silencibilidade”.
***Eu estou em silencio e em silencio permaneço. A primeira palavra será jamais minha. Eu compreendi sua mudez.***
Written on 09, Jun, 2009, tarde da noite.
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Sentada olhando a humanidade naufragar. Vai naufragando em humilhações, fogo e esgoto malcheiroso. Sentada sob a sombra da última árvore, bebendo o último cope d’água. Sentada tranquila, observando consumir-se todo o universo morro abaixo. Invejada, cobiçada. Uma posição que os consumíveis jamais poderiam atingir. A posiçào reservada àqueles que dormem com a consciência limpa.
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Articule seus joelhos
Para que os tenha para sempre
Articule seus pensamentos
Para treinar seu cérebro
Articule seus relacionamentos
Para não ficar sozinho – a menos que queira
Articule seus contatos
Para chegar onde quiser
Articule tudo o que puder.
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Pelos apelos dos pelos;
Pelos apelos da pele;
Pelos apelos da mente;
Pela beleza ausente;
Pela tristeza latente;
Pela ausência presente;
Pela alma carente;
Pela saudade cortante;
Pelo impulso pulsante.
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Me fecho de forma hermética
O jeito que me deixa mais down,
A única forma de ser poética.
Não sinto sair um poema bom
Ou sequer um decente soneto.
Sei que a poesia que faço é patética,
Sei que essas letras rabiscadas
São apenas crimes que cometo
Acho minha rima tão pobre,
E pra ela numa cho meio,
Não acho escada!
Jamais a tornarei nobre.
Ela reflete um pouco o eu
Que eu fecho e lacro em volta
Envolto em dor e água salgada
Pra durar mais, doer mais fundo…
E assim, de novo e sempre e tão clichê…
Viro todas as costas pro mundo.
Ciotto
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É como acontece com o vento
Imperioso e impetuoso e petulante
E furioso e frio e calmo e morno
Vem onde, como quer
Vem assim o meu poema
Num pedaço de uma folha qualquer…
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Mergulhada no silêncio clichê de uma tarde ensolarada e fria, pensa sem saber no que pensar. Olha para a tela, olha pela janela…. Sente o frio na pele, sente a brisa nos cabelos, sente as borboletas no estômago.
Não sabe o que sente nas profundezas, sabe apenas o que os cinco básicos a contam. Sabe apenas que quer deixar de usá-los, deixar de ouvi-los. Deixar o sexto, este confuso, também para trás. Deixar de pensar, deixar de sentir. Apagar a luz. Fechar os olhos e dormir, descansar, acordar nova e sem conflitos.
Mas a paisagem é tão convidativa, olhando da janela… Ela não consegue, mesmo que tente, fechar os olhos. Respira o aroma do mato. Das flores que apodrecem, adocicadas. Respira o cheiro azul do céu gelado de junho. E tenta não pensar. E não fecha os olhos. E sente-se atraída pela paisagem, mas não quer pular a janela. Seria estragar tudo pisar a grama?
É só esperar a noite chegar, a lua aumentar, as estrelas piscarem. E já será a hora de dormir novamente. E ter, eternamente, paciência.
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