At least, when I’m dead, I’m gonna get flowers.
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Pra que sonhar distante,
fechar os olhos, sentir o mundo rodar?
O aqui, o agora é importante,
A mágica não existe antes
A ilusão passa depois.
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Sinta tudo o que tiver pra sentir
Neste exato instante.
24 de agosto. À gosto.
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Em dias de chuva
Umideço com a brisa
Amoleço com a terra.
Em mim fica estampado
Cada pé que me pisa
Cada gota que me molha…
E broto para um mundo limpo e novo.
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Eu sei que você sabe
E você sabe que eu sei
Que olhar nos seus olhos é dificil
E que não olhar também é.
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Você sabe que eu sei
E eu sei que você sabe
Desse magnetismo que existe
Dessas intenções nada escondidas…
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E sabemos o que queremos
E sabemos que não iremos
Sabemos de tudo que não podemos
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E que chatisse sabermos de tudo.
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Old oldie one.
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E no meio do não-querer
Eu guardo aquela caixinha menor
A caixinha do querer
Magnética, pesada, poderosa, imperiosa
Que muda toda a minha órbita
Meu pedacinho de buraco negro
Que me faz esquecer de gostar de mim
Pra gostar do que eu quero
E mesmo quando fechada
Ela vaza o conteudo
E eu não consigo pensar direito
E nem sentir como devo,
E muito menos julgar o que devia querer.
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Dormir para esquecer
Dormir e esquecer de tudo
Porque nem beber é suficiente
Porque só dormindo é que eu me livro
Dessa companhia intoxicante
Dessa presença venenosa
Da letargia preguiçosa e insatisfeita
Das mudanças de idéia, da inconstância
Desse extremo desgosto com a vida
Dessa nhaca completa que me toma
Assim, sem avisar, de vez em quando.
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E que amanhã eu acorde nova e consiga dizer bom dia.
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Um dia ruim, 03 de março de 2011, 20h35
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